Gilmar Mendes pede vista e suspende o julgamento que afastou a cúpula da PolÃcia Federal
Maioria já estava formada quando o ministro travou a sessão. O diretor-geral da PF segue afastado enquanto o caso não volta à pauta.
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal julgava, nesta terça-feira (8), a decisão do ministro André Mendonça que afastou do cargo o diretor-geral da PolÃcia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa. Três ministros — o próprio Mendonça, relator, mais Luiz Fux e Nunes Marques — já haviam votado a favor do afastamento. Cinco minutos depois de aberta a sessão virtual, o ministro Gilmar Mendes pediu vista, o que na prática congela o julgamento até que ele devolva o processo.
Mendonça sustentou que foi alvo de monitoramento ilÃcito por mais de trinta dias pela inteligência da PolÃcia Federal, e que os mesmos relatórios acompanharam o advogado-geral da União, Jorge Messias, além de analisarem decisões judiciais e atos da advocacia pública. Na mesma decisão, ele mandou a Corregedoria da PF abrir investigação e suspendeu a produção desse tipo de relatório sobre magistrados, advogados públicos e policiais. O caso corre na Petição 16.662.
Na prática, o pedido de vista não desfaz o afastamento: mantém tudo como está. Os dois diretores continuam fora dos cargos por tempo indefinido e a PolÃcia Federal segue sob comando interino enquanto o Supremo não retoma o julgamento. Não há prazo fixo para a devolução do processo.
